Era hoje. "O" dia. tudo bem que de inicio ele não acreditou. Bruna "A" Bruna, a menina mais bonita da sala, quiça a mais bonita da ala par do D. Pedro, aliás, na opinião dele, ela só não era a mais mais do colégio inteiro por causa da Rayane mas a Rayane nem devia contar porque ela era o modelo e já tinha até aparecido na televisão ( num comercial bem merda de pasta de dente, mas ainda assim era televisão pô!)
Mas a atenção de hoje não era para Ray e sim para a Bruna. Aaaah a Bruna que tinha cheiro de jabuticaba, que fechava os olhos quando ria e era a única ( A única) menina que lia Garm que ele já tinha tido noticia. Ele sentava bem na frente dela então era meio natural que eles conversassem (Oi, me empresta a borracha?; Hoje é dia doze? Serio?; Você entendeu alguma coisa do que o professor falou?;)
Dali um pouco estavam conversando sobre coisas que não do colégio. Quando viu já estava voltando junto com ela depois da aula (mesmo sua casa ficando do outro lado do bairro e ele ter de refazer o caminho todo depois).
Ainda assim ele não desconfiou ou melhor dizendo, não se permitiu desconfiar. Ora, ele era só o Luís o moleque burro que vivia com a canela esfolada de tanto cair de skate, era alto e magro demais e que nunca tinha beijado (mas disso ninguém podia saber).
Mas o Kaká disse e o Bertioga confirmou: Bruna não tirava os olhos dele durante a aula e além disso a Ana tinha ouvido da irmã, que estudava com a irmã da Bruna (Brida? Brenda?), que ela de fato só falava de um Luís quando chegava em casa.
Bem, haviam dois Luízes na sala. Ele e o Frank (diminutivo de Frankstein) que sentava no fundo da sala e não falava com ninguém, então ele achava pouco provável que fosse esse o tal Luís da história. Isto, claro, se esse disse-me-disse fosse verdade.
Mas, caramba, os pontos pareciam mesmo apontar para essa direção. Ele chegou a faltar um dia só pra confirmar que ela perguntaria dele e ela perguntou.
Restava então, um pequeno problema: como ele iria conseguir chegar na segunda-menina-mais-bonita-do-colégio? Só de olhar aqueles olhos grandes ele já ficava com dor de barriga. Tentou escrever um bilhete mas nenhum verso era menos do que um completo lixo. Pensou em usar um amigo como mediador mas não, isso seria humilhante.
Depois de matutar muito com o Kaká, ambos chegaram a conclusão que o melhor lugar era o museu: teriam boas horas para desenrolar um papo; o lugar era ermo, não era nenhum encontro (só pro caso da irmã da Ana ter ouvido errado) e bom, eles teriam vinho então se ela recusasse ele poderia falar que era brincadeira e que estava bêbado ou qualquer merda do gênero...
Tudo preparado, banho tomado, vinho comprado, arremedo de cantada ensaiada, melhor local da grama do museu reservado ( longe da cerca dos maconheiros e longe do museu propriamente dito onde ficam os seguranças) bem embaixo de uma arvore ótima para o sol e para chuva e Ai-Meu-Deus ela ta chegando com a irmã, caralho Kaká o que eu faço?
- Agora bicho? Toma um golão dessa porra e vai na fé.
Me passou a garrafa do melhor vinho que um adolescente sem emprego pode comprar.
- Bom. Seja o que Deus quiser.
domingo, 16 de abril de 2017
domingo, 9 de abril de 2017
E se... Crônocas de Gelo e Fogo fosse um épico? PARTE III Os Targaryen
Tenho de tirar o chapéu pro Martin: Desenvolver minuciosamente uma dinastia de quase três seculos e começar a contar a historia depois da mesma já ter acabado não deve ter sido nada fácil. Não surpreende ele ter escrito o Cavaleiro dos Sete Reinos com os Targaryen no apogeu. Tanto material e tanta anotação precisavam vir a tona em algum momento.
Fãs até já especulam há algum tempo o lançamento do "Georgemarilion" que teria a casa do dragão como pano de fundo. Eu, pessoalmente, só de ver o final das aventuras de Sor Duncan e Egg já me dava por satisfeito...
Bom, chega de enrolar.
Os Targaryen são - aparentemente- a mais bem trabalhada e primorosamente esculpida criação das Cronicas e obvio que isso não é sem um motivo. Daenerys é uma das protagonistas desde o primeiro livro e quem nunca se perguntou se o plot da historia não é justamente ela refazendo a dinastia?
É, pode até ser.
Mas vamos voltar trezentos anos no passado quando Aegon o conquistador desembarcou no que hoje é a fortaleza de Maegor: Nessa época havia somente três dragões em todo mundo (ao menos que se tenha noticia) justamente Balerion, Vaghar e Meraxes trazidos¹ algumas gerações antes por um ancestral de Aegon da Ainda-não-perdida-Valiria.
Pois bem, qualquer leitor de CGF sabe o estrago que dragões podem causar, ainda mais sem outros dragões que lhes façam frente, ora Aegon, Rhaenys e Visenya conquistaram - no espaço de uma geração - seis dos sete reinos com eles!
Aí que reside o "xis" da questão. Na época de Valiria os Targaryen não eram nem de longe uma das famílias mais importantes do império. Vá lá que a decisão de criar um novo no leste longinquo não fosse tão difícil de ser tomada. Mas e depois da perdição? Porque se preocupar com uma Westeros semi-barbara enquanto Essos estava tão a mão (ainda mais com o forte exercito Volantino disposto a fazer aliança com Aegon)?
Simplesmente não faz sentido. Minha teoria, fechando essa trilogia de artigos, é de que Daenys a sonhadora previu não apenas a queda de Valiria mas também o ressurgimento dos outros de forma que, tendo um reino forte logo abaixo da muralha seria possível para-los antes que se tornassem fortes ² a ponto de trazer a longa noite para o mundo todo.
A motivação nesse caso seria a das mais básicas: a quem interessaria viver num mundo completamente desolado?
E bom, se era esse de fato o plano de Aegon, sabemos que deu bem errado. Ou sera que o eminente retorno de Dany não confirmará minhas suspeitas?
1 - Aenar Targaryen trouxe alguns dragões com ele porém todos morreram menos Balerion. Por sorte o mesmo teve dois filhotes: Vhagar e Balerion.
2 - O raciocínio é puramente matemático: quanto mais pessoas os Outros matam maior fica seu exercito logo quanto antes eles forem parados, maiores as chances de sucesso.
Fãs até já especulam há algum tempo o lançamento do "Georgemarilion" que teria a casa do dragão como pano de fundo. Eu, pessoalmente, só de ver o final das aventuras de Sor Duncan e Egg já me dava por satisfeito...
Bom, chega de enrolar.
Os Targaryen são - aparentemente- a mais bem trabalhada e primorosamente esculpida criação das Cronicas e obvio que isso não é sem um motivo. Daenerys é uma das protagonistas desde o primeiro livro e quem nunca se perguntou se o plot da historia não é justamente ela refazendo a dinastia?
É, pode até ser.
Mas vamos voltar trezentos anos no passado quando Aegon o conquistador desembarcou no que hoje é a fortaleza de Maegor: Nessa época havia somente três dragões em todo mundo (ao menos que se tenha noticia) justamente Balerion, Vaghar e Meraxes trazidos¹ algumas gerações antes por um ancestral de Aegon da Ainda-não-perdida-Valiria.
Pois bem, qualquer leitor de CGF sabe o estrago que dragões podem causar, ainda mais sem outros dragões que lhes façam frente, ora Aegon, Rhaenys e Visenya conquistaram - no espaço de uma geração - seis dos sete reinos com eles!
Aí que reside o "xis" da questão. Na época de Valiria os Targaryen não eram nem de longe uma das famílias mais importantes do império. Vá lá que a decisão de criar um novo no leste longinquo não fosse tão difícil de ser tomada. Mas e depois da perdição? Porque se preocupar com uma Westeros semi-barbara enquanto Essos estava tão a mão (ainda mais com o forte exercito Volantino disposto a fazer aliança com Aegon)?
Simplesmente não faz sentido. Minha teoria, fechando essa trilogia de artigos, é de que Daenys a sonhadora previu não apenas a queda de Valiria mas também o ressurgimento dos outros de forma que, tendo um reino forte logo abaixo da muralha seria possível para-los antes que se tornassem fortes ² a ponto de trazer a longa noite para o mundo todo.
A motivação nesse caso seria a das mais básicas: a quem interessaria viver num mundo completamente desolado?
E bom, se era esse de fato o plano de Aegon, sabemos que deu bem errado. Ou sera que o eminente retorno de Dany não confirmará minhas suspeitas?
1 - Aenar Targaryen trouxe alguns dragões com ele porém todos morreram menos Balerion. Por sorte o mesmo teve dois filhotes: Vhagar e Balerion.
2 - O raciocínio é puramente matemático: quanto mais pessoas os Outros matam maior fica seu exercito logo quanto antes eles forem parados, maiores as chances de sucesso.
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