obs: Este texto carece de rigor acadêmico, tenho a pretensão de me aprofundar sobre o assunto mas enquanto isso, fica meus dois centavos de opinião mesmo.
Comecemos do começo
A imagem choca e o argumento é de que deveríamos nos indignar não com a policia/exercito e sim com os traficantes. Pois bem, todo e qualquer ser humano fica puto e é contra o uso de crianças pelo narcotráfico. Isso é um ponto. Agora o que fazer com esse dado é que reside o xis da questão.
Revistar crianças não resolve o problema. Na melhor das hipóteses a apreensão de um flagrante vai levar um peixe pequeno qualquer pra cadeia. Peixe este que rapidinho vai ser substituido. A questão é um tantinho mais complexa.
A rigor, os militares estão apenas constrangendo uma criança que inclusive pode ficar traumatizada pro resto da vida (é um cara com um fuzil pô! tu tem cinco anos, mesmo que não aja intenção de ameaça na abordagem, o que passa na cabeça da criança é outra parada) tudo isso para enxugar gelo e mais: sabe-se perfeitamente quais são as crianças que serão revistadas não é mesmo?
OK mas e como resolver a questão?
O comercio de drogas existe. Existe porque tem demanda e se tem demanda haverá oferta, essa deve ser a regra mais basica do capitalismo. Ilegal ou legal ele tá lá. Pode chorar, xingar todo mundo de maconheiro safado, apelar pra deus mas o fato é esse. E esse mercado não possui nenhuma regulação. As unicas coisas que impedem o bandido de aliciar uma criança são pura e simplesmente seus escrupulos morais.
Então, meu ponto é: para resolver este problema é nescessaria a regulação deste mercado. Se qualquer pessoa, maior de idade, em pleno gozo de suas faculdades mentais desejar fazer uso recreativo de uma subtancia, o problema é dela. Não é papel do estado infeirir o que você pode ou não ingerir.
Claro, o ministério da saúde tem o dever de de alertar sobre os riscos desta e daquela subtância e possibilitar ao cidadão (que desejar) tratar o seu vicio. Cigarro e Alcool estão aí, substâncias psicoativas danosas que causam dependencia, totalmente reguladas. Fazem mal apenas para quem as consome (Sim, os amigos sofrem, a familia sofre e tal mas não é esse o foco do artigo). Você ao compra-las sabe que elas não foram transportadas em mochilas de crianças e que seu dinheiro, revertido em imposto irá para o estado pro estado fazer as coisinhas que ele faz. Se tu quiser parar, pode ir no A.A ou N.A ou em outras N formas de terapias que existem.
Ou seja, Apenas regulamentando o mercado podemos acompanhar e fiscalizar o processo desde a produção até o consumiro passando obviamente pela distribuição

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